O cenário para a batalha do celular está montado. Depois da Apple lançar o iPhone, no ano passado, é a vez do Google apresentar seu concorrente, baseado no sistema operacional Android, da iniciativa Open Handset Alliance.
Durante anos a inovação em celulares caminhou de forma pacífica. Funções foram apresentadas quase sem mudanças radicais que alterassem a relação de poder entre os fabricantes. A operadora era dona do negócio, impondo as condições de venda dos aparelhos e o controle forte da plataforma de aplicativos nos terminais.
Com o iPhone e, principalmente, o T-Mobile HTC G1, apresentado ontem como o primeiro celular com Android, o paradigma mudou. A atenção recai sobre o software, a experiência de uso e o ecossistema de programas que expandem a funcionalidade do celular. A operadora mantém algum domínio, mas com maior abertura de sua rede de dados e nenhuma ação sobre o que roda no telefone.
Embora o projeto do Google seja bem parecido com o da Apple, com interface sensível ao toque e fusão da computação com o celular, o Android radicaliza ao entregar ao usuário a gerência da plataforma de aplicativos. Os desenvolvedores não têm as limitações obscuras e absurdas da App Store do iPhone para criar e lançar seus programas. De forma semelhante ao YouTube, grande parte da administração ficará com a comunidade. Mas não duvide de que o Google tem uma masmorra para quem ameaçar a estabilidade dos aparelhos.
No celular, uma conta do Google dá acesso personalizado e gratuito à constelação de serviços da empresa, como calendário, mensageiro eletrônico, e-mail e mapas. Os softwares exclusivos refletem a informação presente nas suas versões da web e vice-versa, em tempo real. A Nokia começa a fazer algo parecido com sua Ovi, mas a Apple mantém a aposta no confuso Mobile Me, pago.
A oferta de sincronização gratuita entre a web e o celular também aponta para a oferta de publicidade personalizada, principal negócio do Google. Ainda é cedo para imaginar como ela chegará no telefone, mas não tenha dúvidas de que virá, explorando mais uma fronteira tecnológica.
Não se atenha ao hardware do G1. Ele foi pensado para ser uma vitrine para o Android, mas o sistema operacional fará parte de vários modelos, de fabricantes distintos – LG, Motorola e Samsung já estão na fila. A briga que começa em 2008 terá seu round mais importante no ano que vem. O sucessor do iPhone 3G chegará no meio do ano e até lá, Google e parceiros correrão para apresentar o maior número de celulares possíveis. Ganha o consumidor, que aos poucos ganha mais uma plataforma de computação – a mais presente e portátil.
autor: Marcelo Nóbrega
fonte: IDG now
3 comentários:
que foto gay
kenam, viado, viado
Ei Péris, vende um rim pra comprar essa porra!
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